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2015 - Reflorestamento no entorno das represas de SP pode ajudar estiagem

 

Por Rogério Côrrea

 
Sem chuva, os níveis das represas de São Paulo não param de cair. Essa estiagem é comum no mês de agosto. O Sistema Cantareira, o mais atingido pela seca, já usa a reserva técnica, também chamada de volume morto, desde o ano passado. O problema se agrava por conta das áreas desmatadas no entorno da represa.
 
Mas em Nazaré Paulista, no interior do estado, surgiu uma boa ideia para preservar o conjunto de reservatórios e mudar esse cenário.
 
Olhando parece que tem bastante água, né? Mas, ao olhar para a margem, é possível perceber que o nível está bem abaixo do normal. Choveu menos que a média história no Sistema Cantareira no mês de julho. No acumulado do ano, chuva abaixo do esperado também.
 
O Sistema Cantareira abastece mais de 5 milhões de pessoas na capital paulista e na Região Metropolitana de São Paulo. Para sair desse crise, pesquisadores apontam, pelo menos, três caminhos: chuva, economia e reflorestamento das áreas no entorno de rios e represas.
 
"Essa vegetação no entorno vai funcionar como uma esponja. Então você tem um enraizamento, essa raízes, vão facilitar com que essa água infiltre no solo e as raízes também ajudam a segurar esse solo para que esse sedimento não vá parar dentro da água", explica Alexandre Uezu, pesquisador do IPE.
 
Essas mudas foram plantadas há dois, três anos, e já estão começando a fazer uma sombrinha até. Hoje elas já absorvem melhor a água da chuva e ajudam a proteger o reservatório de água. O problema é que existem muitas outras áreas que precisam ser reflorestadas para fazer a diferença daqui a dois, três anos.
 
"A gente fez um mapeamento com imagens de alta resolução e chegou em um número de 21 mil hectares que precisariam ser restaurados. Seriam mais ou menos, 21 mil campos de futebol", conta o pesquisador Alexandre Uezu.
 
O Miguel entrou nesse jogo. O gado só pasta em rodízio em piquetes, essas divisões menores pra dar tempo do capim se recuperar e os animais ficam bem longe das nascentes. Córregos e rios ganharam proteção com cerca elétrica e mudas e mais mudas de vegetação nativa. Tudo com apoio de um projeto local.
 
"Esse projeto permite que ele permaneça no campo e continue prosperando no seu negócio e ao mesmo tempo ajudando a preservar as nascentes de água. A sede com a vontade de preservar, só que agora vai ter água", explica Miguel Uchoa, administrador da fazenda.
 
Fonte: g1.com.br
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