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2018 - Produtores de água comemoram esultados no Mato Grosso do Sul

Por TAÍS MEIRELES / NEO MONDO

 

Responsável por cerca de metade do abastecimento da cidade de Campo Grande (MS), a bacia possui mais de 36 mil hectares de terra, com 64 propriedades rurais. A principal atividade econômica da região é a pecuária de corte extensiva em pastagens exóticas, com avanço da atividade de silvicultura. Devido a atividade desenvolvida e histórica falta de orientação quanto às práticas conservacionistas ambientais, a bacia possuía extensas áreas de degradação, com severo processo de assoreamento do córrego e reservatório.
 
O Programa Manancial Vivo foi criado pela Prefeitura de Campo Grande, em 2010, para a recuperação e conservação da região. A partir de então, foram iniciados os trabalhos na bacia com o apoio do Programa Água Brasil, parceria entre Banco do Brasil, WWF-Brasil, Agência Nacional de Águas e Fundação Banco do Brasil.
 
Junto com outros atores locais, as instituições passaram a atuar na bacia engajando os produtores para a recuperação da bacia em áreas de preservação, como Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal, além da conservação de áreas produtivas, com adoção de práticas de conservação de água e solo, sendo os produtores contemplados com Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) ao adotarem as práticas recomendadas.
 
“A educação, ou até mesmo a reeducação ambiental, é que irá de fato refletir no esclarecimento da população, na mudança real de postura e conscientização de todos perante nossos recursos naturais e é isso que esperamos com todas essas ações que colocamos hoje em prática na nossa Capital”, comenta José Marcos da Fonseca, secretário municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana de Campo Grande (MS).
 
Resultados impactantes
Desde então, houve aumento da oferta de água, abastecendo mais 41 mil pessoas em Campo Grande. Os demais resultados da primeira fase do projeto (entre 2010 e 2015) estão descritos no Relatório de Resultados (páginas 40 e 41: http://bit.ly/2mFNW7U).
 
Agora, na segunda fase do projeto, estão sendo investidos mais de R$ 550 mil. Desde 2016 estão sendo realizados cursos, reuniões, capacitações, Projetos Individuais de Propriedade e ações de restauração em 15 hectares, com seis propriedades atendidas.
 
Estão envolvidos no projeto a Prefeitura de Campo Grande, o Banco do Brasil, o WWF-Brasil, a Agência Nacional de Águas, a Fundação Banco do Brasil, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o Sindicato Rural de Campo Grande (MS), a Associação de Recuperação Conservação e Proteção da Bacia do Guariroba (ARCP Guariroba) e o IIRD Gestão Ambiental.
 
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