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2017 - Para lutar pela conservação, é preciso gostar da natureza

Por MARIA ISABEL BARROS*

Historicamente, a criação das unidades de conservação brasileiras aconteceu desconectada da preocupação com seu uso público. Era fundamental conservar as áreas naturais remanescentes mais importantes do ponto de vista ecológico ou paisagístico, mas nossa cultura nunca incluiu uma visitação significativa a essas áreas. O resultado é que conhecemos muito pouco sobre um dos nossos maiores tesouros do país. O que isso tem a ver com nossas crianças? Tudo.

Quando privamos as crianças de conhecer essas áreas, as privamos de conhecer a biodiversidade natural do país, por exemplo. Como formar um adulto engajado em defender essas áreas se, quando criança, não houve nenhum envolvimento afetivo com elas? Os gestores públicos precisam repensar em formas de permitir o acesso a essas áreas, e a sociedade precisa ocupar esses espaços. A visitação cuidada e planejada desses locais traria, a longo prazo, benefícios ao desenvolvimento das pessoas, à conexão com a natureza e, claro, ao engajamento em prol dessas unidades de conservação.

Neste depoimento, Anna Carolina Lobo, coordenadora dos Programas Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil, destaca como as experiências espontâneas em áreas protegidas promovem saberes históricos sobre o local onde se vive e também o autoconhecimento.



(*) Maria Isabel Barros é engenheira florestal e mestre em conservação de ecossistemas, trabalha com educação e conservação da natureza. Desde 2015, integra a equipe do Criança e Natureza, do Alana.

Fonte: Blog do Planeta (epoca.globo.com)

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